Monday, November 22, 2010
Wednesday, November 11, 2009
Sexo, Electricidade e Novelas

Recentemente um estudo do sociólogo Joseph Potter da Universidade do Texas apontou para uma forte ligação entre a taxa de natalidade no Brasil e a exibição de telenovelas na TV.
Conclusões interessantes:
- No espaço de 4 décadas o número de bebés por mulher diminuí de cerca de 6 na década de 60 para cerca de 2 actualmente. Esta diminuição só tem comparação aquela que aconteceu na China, fruto das politicas seguidas e impostas pelo governo chinês ao seu povo;
- Esta tendência foi também acompanhada por um aumento considerável do número de divórcios e da atribuição do nome de personagens populares das telenovelas aos filhos dos brasileiros;
- Nas 115 novelas da Globo que passaram na TV entre 1965 e 1999, 72% das personagens femininas não tinham filhos e 21% tinham apenas 1.
Num pais como o Brasil onde infelizmente a iliteracia prevalece, o papel das telenovelas como meio de informação / comunicação é extremamente potenciado.
Curiosamente hoje é noticia o facto de cerca de 50 Milhões de brasileiros estarem sem electricidade.
Vem ai um baby boom verde e amarelo ?
Tuesday, November 3, 2009
O primeiro nome que o Lobo me uivou ao ouvido
Sunday, November 1, 2009
O Lobo

Hoje é um dia triste. Morreu António Sérgio, também conhecido como o "lobo" da rádio e reconhecido pela sua voz com um timbre bastante grave.
A primeira vez que contactei com o trabalho de António sérgio foi num programa de televisão para o qual o Lobo tinha sido convidado. A sua voz era de facto forte. A sua presença também, contrariando aquela ideia que os radialistas perdem um pouco de magia quando conhecemos a sua cara. E o seu amor à música era único. Amor sublime pois era de facto pura a forma como o Lobo partilhava com os outros aquilo que descobria.
O seu conhecimento e a forma como fazia rádio pertencia a um grupo a que se denomina de espécie em extinção. E que devia ser protegida.
De certeza vão aparecer agora as vozes do costume a elogiar o seu trabalho, mas de certeza que algumas serão as mesmas que lhe tentaram tirar "a voz" no espaço tão pequeno das rádio nacionais. Deixo aqui o meu elogio à RADAR... "O último baluarte da resistência"?
Hoje é de facto um dia triste.
Monday, October 26, 2009
Quem semeou os ventos não quer colher a tempestade
A violência é de facto algo brutal. E quando se torna quotidiana de certeza que transforma a vida em algo que não o deveria ser.
Viver todos os dias com receio que a partir do momento que pomos um pé fora de casa, algo de terrível (ou comum para os habitantes de Bagdad) possa nos acontecer, deve ser qualquer coisa de esmagador.
Penso que para a maior parte de nós, portugueses, esse receio e esse sentimento seja algo de incompreensível.
É impossível não ficar surpreendido por após alguma aparente calma na guerra no Iraque (porque é uma guerra que continua, apesar do seu final decretado precocemente pelo presidente Bush), vermos um atentado brutal voltar a repetir-se contra a população civil.
A mim parece-me que querer estar a (re)começar uma nova guerra no Afeganistão sem normalizar a situação no Iraque é de uma irresponsabilidade total.
Mas neste momento o Iraque deixou de fazer parte da ementa que nos é servida pela imprensa e aparentemente está a desaparecer da agenda politica oficial.
Servem estes momentos brutais para nos trazerem à memória o travo amargo do sangue derramado por aqueles que nada fizeram para o merecer.
Monday, October 12, 2009
Autárquicas 2009
Se a política em Portugal é pouco apelativa, as legislativas são mesmo muito cinzentas quando comparadas com o folclore colorido das autárquicas.
Não há dúvida que é nestas eleições que os eleitores sentem que estão mais próximos do poder. Em alguns municípios e freguesias, os eleitores conhecem até pessoalmente os candidatos.
Por este ser um poder mais básico, os intervenientes também não primam por uma mensagem muito elaborada e fazem um apelo muito mais directo ao eleitorado. E é assim que podemos ver que na maior parte das situações o eleitorado é tratado de uma forma muito confrangedora.
Por vezes caímos no erro de associar esse discurso mais a municípios do mundo rural e não aos embates eleitorais das cidades. No entanto nestas eleições encontrámos excepções que não confirmaram essa regra.
Deixo aqui a minha vénia ao povo de Felgueiras e de Marco de Canavezes, e a minha decepção com Oeiras.
