A violência é de facto algo brutal. E quando se torna quotidiana de certeza que transforma a vida em algo que não o deveria ser.
Viver todos os dias com receio que a partir do momento que pomos um pé fora de casa, algo de terrível (ou comum para os habitantes de Bagdad) possa nos acontecer, deve ser qualquer coisa de esmagador.
Penso que para a maior parte de nós, portugueses, esse receio e esse sentimento seja algo de incompreensível.
É impossível não ficar surpreendido por após alguma aparente calma na guerra no Iraque (porque é uma guerra que continua, apesar do seu final decretado precocemente pelo presidente Bush), vermos um atentado brutal voltar a repetir-se contra a população civil.
A mim parece-me que querer estar a (re)começar uma nova guerra no Afeganistão sem normalizar a situação no Iraque é de uma irresponsabilidade total.
Mas neste momento o Iraque deixou de fazer parte da ementa que nos é servida pela imprensa e aparentemente está a desaparecer da agenda politica oficial.
Servem estes momentos brutais para nos trazerem à memória o travo amargo do sangue derramado por aqueles que nada fizeram para o merecer.
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